Nessa segunda eu apresentei meu trabalho de antropologia. O trabalho consistia em escolher um grupo social e entrevistar os nativos desse grupo. Na minha equipe havia 6 pessoas. A princípio eu dei a idéia de fazermos nossa pesquisa etnológica com funcionários de um hospital psiquiátrico, no qual minha prima que cursa enfermagem na UFRG estagiava. Mas, devido a alguns contratempos, o tema escolhido pela Luciana, minha parceira de equipe, foi psicólogos hospitalares e clínicos. Como passei uma semana em Pádua, eu fiquei um tanto estressada e preocupada com esse trabalho, pois eu tinha apenas uma semana pra fazer entrevistas e eu não sabia o que fazer. Com a ajuda da minha mãe, consegui uma entrevista com uma psicanalista num lugar chamado Casa Verde.
Na quinta passada eu saí mais cedo da aula e minha mãe me levou nesse lugar. A princípio eu não sabia que se tratava de uma casa de doentes mentais, só o soube quando cheguei lá. Um senhor sorridente estendeu a mão pra cumprimentar a mim e a minha mãe. Subi até o segundo andar com a psicóloga e enquanto ela tentava destrancar a porta de uma sala, eu conversava com uma senhora que assistia TV numa sala. Ela e mais outro interno me perguntaram se eu era nova lá. :P Entrei com a psicóloga na sala e comecei minha entrevista. Perguntei a ela o motivo de ela ter escolhido a psicologia, ela disse que não sabia, que apenas era algo que ela sempre quis, assim como eu. Fiz a entrevista em mais ou menos 10 minutos. Eu achei interessante algumas coisas que ela falou, como por exemplo, que os psicólogos devem fazer análise, mesmo depois da faculdade, e quando mencionei a frase "Nada do que é humano me é estranho", ela me falou: pelo contrário, eu acho o ser humano muito estranho!
Entrei em contato com a minha terapeuta de Pádua e a enviei um e-mail com algumas perguntas, mas infelizmente ela não me respondeu. =/ Na segunda-feira, 2 pessoas do meu grupo haviam faltado. Achei a apresentação do pessoal meio monótona, mas quando eu comecei a falar as curiosidades da minha entrevista parece que a galera da sala e a professora se animaram um pouco. Sei que não vou tirar a nota mais alta, pois só entrevistei uma psicóloga, mas espero que a professora leve em consideração a minha apresentação e as questões relevantes que levantei na minha entrevista.
Em busca da balada perfeita- Nutz e D.R.A.F.

Ontem, minha colega de faculdade, Raísa me chamou pra ir à
Casa da Matriz com ela. Minha irmã nos acompanhou. Lá estavam rolando 2 festas: a
Nutz e a
D.R.A.F. O lugar estava meio desanimado e, sinceramente, não é muito do meu estilo. E, apesar da D.R.A.F ser a festa preferida da Raísa, ela estava mais interessada em ir pra um bar e beber do que ficar lá. Portanto, viemos cedo pra casa... As impressões que eu tive da Nutz é que, definitivamente essa festa não é pra mim! O DJ toca rocks de bandas que eu nunca ouvi falar e o público, obviamente, é bem indie e alternativo. Já a D.R.A.F. é mais agradável, no começo tocou um pouco de jazz e músicas antigas, depois rolou uma mistureba de tudo quanto é estilo musical. Mas, mesmo assim, não foi o suficiente pra me animar, fora que a pista ficava numa sala minúscula que quando encheu virou um forno! O diferencial da Matriz é a sala de joguinhos eletrônicos, com 2 máquinas - minha irmã ficou uns bons minutos quebrando o tédio no Pacman. De qualquer forma, ainda estou em busca da balada perfeita. ;)